• Fernanda Garcia

Filmes com temática feminista que você precisa assistir


FILMES COM TEMÁTICA FEMINISTA: 08 de março é Dia Internacional de Luta das Mulheres e uma excelente oportunidade de assistir bons filmes com temática feminista. Assista a filmes e documentários e amplie o entendimento sobre as experiências e vivências das mulheres na sociedade moderna (clique nos títulos para baixar):


1) A revolução em Dagenham

Em 1968, a Fábrica da Ford em Dagenham era uma das maiores empresas empregadoras privadas do Reino Unido. Além dos homens trabalhadores que ganhavam um salário favorável, também existiam 187 mulheres que eram pagas abaixo do salário dos homens e sob condições precárias. Insatisfeitas, as mulheres, representadas pelo delegado sindical e por Rita O'Grady, tentam alterar a situação. Reivindicando junto das chefias da empresa melhores condições de trabalho e aumento dos salários, umas vez que consideram que fazem um trabalho igualmente importante ao dos homens. A recusa da empresa em acatar as propostas leva as mulheres trabalhadores a responderem com mais ações de luta. Greves e manifestações e intervenções nos plenários da empresa. Chegam a falar com a Secretária de Estado para o Emprego, no sentido de pressionar as chefias da empresa. As lutas levadas a cabo pelas mulheres da empresa da Ford de Dagenham fizeram história ao conseguirem atingir os seus objectivos.



2) A lição de Moremi

O drama/suspense nigeriano “Citation”, de Kunle Afolaya (The Bridge), lançado mundialmente pela plataforma Netflix na sexta-feira (6/11/2020). A trama acompanha Moremi (vivida por Temi Otedola), uma estudante brilhante da pós-graduação numa universidade da Nigéria, com apenas 21 anos, que denuncia um prestigiado professor, Lucien N’Dyare (vivido por Jimmy Jean-Louis), ao conselho acadêmico por tentar estuprá-la. O filme - baseado em fatos reais - é instigante, envolvente, incomoda, tem atuação regular da protagonista, boa direção de arte, belo figurino africano, boas locações, boa maquiagem e penteados, ritmo lento e um roteiro interessante, mas mal desenvolvido, longo, que aborda um tema pertinente e atual, sobre o assédio sexual nojento de professores às alunas, mas irrita a ingenuidade exagerada da jovem que é muito inteligente e não consegue ver o óbvio e nem se precaver.


3) The Glorias

Filme inglês de 2020, “The Glorias” é sobre a vida da ativista e escritora norte-americana Gloria Steinem que é, sem dúvida, um dos ícones do feminismo, principalmente por causa da sua luta pelos direitos das mulheres nos anos 60.


4) Persépolis

Filme francês de 2008, Persépolis é um filme francês de animação de 2007, baseado no romance gráfico autobiográfico homônimo de Marjane Satrapi. O filme foi escrito e dirigido por Satrapi e Vincent Paronnaud. Sua trama começa pouco antes da Revolução Iraniana, quando Marjane atinge a adolescência, e acaba quando ela é uma expatriada de 22 anos. O título é uma referência à cidade histórica de Persépolis. Ao decorrer da narrativa é possível nos deparamos com momentos de controvérsias em torno do uso do véu, de limites demarcadores das liberdades individuais e coletivas, de prisões e mortes de parentes e amigos pelo governo iraniano, que, por outro lado, se entrelaçam com sentimentos e desejos de um sujeito feminino em suas diferentes etapas da vida.



5) Histórias Cruzadas

Filme norte americano de 2012. O filme Histórias Cruzadas, apesar de representar o contexto de mulheres negras na década de 60 nos Estados Unidos, ainda representa a realidade destas mulheres atualmente no Brasil. A luta das mulheres não consiste apenas em superar as desigualdades entre homens e mulheres, mas também na superação de ideologias do sistema de opressão, no caso o racismo. Portanto as mulheres negras sofrem uma dupla exclusão, sendo elas de raça e de gênero.



6) Mulheres do século XX

Filme norte americano de 2016. “Mulheres do Século XX” é um filme cheio de reflexões sobre a vida, que nos faz pensar sobre a nossa própria realidade e das mulheres que nos antecederam, além de refletirmos quantos direitos nos foram garantidos devido à suas lutas e quanto ainda precisamos batalhar pelas mesmas causas de décadas atrás.



7) A máscara em que você vive

Filme documentário norte americano de 2015. Em, “A máscara em que você vive” (The Mask You Live In) a diretora Jennifer Siebel Newsom faz uma leitura da criação dos meninos nos EUA e nos mostra como, entre eles, uma das coisas mais comuns é que eles escondam seus verdadeiros sentimentos para esquivar-se dos julgamentos discriminatórios. Essa anulação do sentir, entretanto, cria uma relação complexa com construção da personalidade de forma inversamente proporcional ao aumento da dor do existir dessas crianças.



8) Miss Representation

Filme norte americano de 2011. Escrito, produzido e dirigido pela cineasta Jennifer Siebel Newson, Miss Representation é um documentário obrigatório para qualquer pessoa que deseja entender melhor os impactos da mídia na sociedade. Através de estatísticas e inúmeros depoimentos de adolescentes e de mulheres que atuam tanto na mídia como na política, a cineasta analisa o impacto social da má representação de mulheres nas variadas plataformas atuais de mídia, incluindo a hipersexualização do corpo feminino e a limitação de papéis destinados a elas no cinema e na televisão.



9) Feministas: o que elas estavam pensando?

Filme documentário de 2018. O documentário Feministas: O Que Elas Estavam Pensando? é um abraço necessário em momentos de desesperança. É um lembrete para não deixarmos a peteca cair, porque ainda há muita luta pela frente. Mesmo que de formas e em contextos diferentes, elas passaram pelo o que nós estamos passando atualmente, e é renovador ouvirmos essas mulheres, que já estão na faixa dos 70, 80 anos, nos dizerem o que pensam hoje: que já notam a nossa geração diferente da delas e que estão muito orgulhosas da transformação que fizeram e da que estamos fazendo agora.



10) Filmes sobre a temática do aborto

• "Nunca raramente. Às vezes sempre"

• "Roe x Wade: Direitos das mulheres nos EUA"

• "Corpo Manifesto (youtube)"

• "O aborto dos outros (youtube)"

• "Clandestinas (youtube)"

• "Um assunto de mulheres"

• "O segredo de Vera Drake"

• "Ela fica linda quando está com raiva"

• "Depois de Tiller"

• "4 meses, 3 semanas e 2 dias"

• "24 semanas"



11) A juíza

A Juíza é um filme estadunidense de 2018 dirigido e produzido por Betsy West e Julie Cohen, que aborda a vida de Ruth Bader Ginsburg, Associada da Suprema Corte dos Estados Unidos. Pioneira na luta pelos direitos das mulheres, Ruth construiu um legado que a transformou em ícone inesperado da cultura pop no auge de seus 86 anos. A dupla de diretoras Betsy West e Julie Cohen acompanha a carreira de Ruth desde que ela era uma jovem advogada perante a Suprema Corte nos anos 70 – época em que era considerado perfeitamente legal discriminar pessoas com base no gênero. A brilhante estratégia legal de RBG resultou em cinco decisões marcantes que contribuíram decisivamente para igualar mulheres e homens perante a lei. Melhor Documentário em Longa-metragem do Oscar 2019 e Melhor Documentário no "BAFTA 2019".



12) Lou Andreas-Salomé

Filme alemão de 2016. Lou Andreas-Salomé é conhecida pelo grande público pelo relacionamento que teve com dois ícones da modernidade: Nietzsche e Freud. Mas poucos sabem que foi uma das primeiras a lutar pelos direitos das mulheres. Como nos é apresentado no final do filme: "foi uma mulher a frente do seu tempo no que diz respeito à luta das mulheres por direitos. Foi uma das primeiras psicanalistas alemãs. Seus ensaios e escritos científicos sobre o papel da mulher na sociedade e da sexualidade feminina influenciaram Sigmund Freud. Sua teoria sobre o narcisismo positivo é, hoje, na psicanálise, mais atual do que nunca...."



12) As sufragistas

Filme inglês de 2015, Suffragette, com as marcantes atrizes Carey Mulligan, Meryl Streep e Helena Bonham Carter, mostra o drama de mulheres que lutavam na Inglaterra, no início do século XX, pelo direito ao voto. Eram mulheres que não tinham poder sobre seus filhos, sofriam assédio sexual no trabalho, ganhavam menos do que os homens e não eram escutadas pela imprensa e pela sociedade. E ainda eram reprimidas pelo governo e pela polícia. Ao final, o filme mostra o nome de vários países e o ano nos quais o voto feminino foi promulgado, inclusive o Brasil.



13) Thelma

Filme dinamarquês de 2017, dirigido por Joachim Trier, Thelma é focado na personagem título interpretada por Eili Harboe, uma jovem tímida que deixa a casa de seus pais para estudar na cidade grande. Enquanto segue seus estudos normalmente, fenômenos ocorrem com ela perdendo controle sobre seu corpo."...."Ainda que o filme tenha altos e baixos na execução, Thelma é uma personagem interessante que tem de tudo para criar uma identificação com os estados repressivos que mulheres carregam por anos, seja pela educação tradicional, seja pelo medo de encarar os próprios desejos, preferências e sonhos. Embora os roteiristas detenham-se muito ao aspecto sexual e afetivo dela e seu envolvimento amoroso com Anja e deixam de desenvolver outras camadas da narrativa, a protagonista é muito mais que isso: é uma representação do ser primitivo desafiado a encarar o seu destino."



14) Mulheres divinas

"Mulheres divinas" é um filme suíço de 2017 com direção de Petra Volpe que resgata a história do sufrágio feminino na Suíça, ocorrido apenas em 1971. "Baseada em fatos reais, ficção oscila entre drama e comédia. Segundo a diretora, a história foi baseada em fatos reais, aos quais Petra – também roteirista da obra – teve acesso em suas pesquisas e nas entrevistas que fez com importantes exponentes da luta pelo voto feminino. “Os personagens foram inspirados pela pesquisa. Eu li uma dissertação completa sobre os anti-suffragettes – os oponentes do direito de voto na Suíça. A partir da perspectiva de hoje, é difícil entender exatamente por que inúmeras mulheres em 1971 lutaram tanto contra a votação. Muitas vezes, eram mulheres muito educadas, acadêmicas, rainhas da aldeia, que se estabeleceram muito bem e talvez simplesmente não quisessem que suas cozinheiras tivessem voz também. Quando você olha as entrevistas com eles, você pode ver o comportamento de submissão”, declara Petra Volpe. “Eu pensei que uma mulher como adversária seria mais emocionante, porque levanta mais perguntas. O antagonismo dos homens na história é um dado, reflete-se na mentalidade da época”.



15) Que horas ela volta?

Filme brasileiro de 2015 da diretora Anna Muylaert. "A pernambucana Val (Regina Casé) se mudou para São Paulo a fim de dar melhores condições de vida para sua filha Jéssica. Com muito receio, ela deixou a menina no interior de Pernambuco para ser babá de Fabinho, morando integralmente na casa de seus patrões. Treze anos depois, quando o menino (Michel Joelsas) vai prestar vestibular, Jéssica (Camila Márdila) lhe telefona, pedindo ajuda para ir à São Paulo, no intuito de prestar a mesma prova. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, circulando livremente, como não deveria, a situação se complica"



16) Monsieur & Madame Adelman

Filme francês de 2016 aborda temas polêmicos e feministas dentro de um relacionamento. "Sarah, judia e doutoranda em literatura, tem sua personagem delineada como alguém inteligente, forte e persistente (quase obsessiva) – fato que fica bem claro quando vemos o que ela faz para conquistar Victor. Ele por sua vez é o típico rapaz burguês que renega suas origens. Entre uma ressaca e outra, gosta de pensar no quanto o seu talento proverá fama e sustento. É bacana ver, paulatinamente, a perspicácia feminina de Sarah se desdobrando num roteiro que conseguiu de forma contundente expressar a alma feminina. Sr. Adelman terá várias surpresas (desagradáveis) ao longo de seu relacionamento. São dois pólos muito bem trabalhados – homem e mulher. A fragilidade masculina é uma fratura exposta e analisada nas cenas de Victor com o psiquiatra. Temas como o medo da castração e a necessidade de controle permeiam o pensamento masculino em uma relação com mulheres... "O aspecto psicológico e sociológico acerca de ambos os gêneros presentes no roteiro torna “Monsieur & Madame Adelman” um filme imperdível por trazer com vigor, alternando humor e drama, benesses e imbróglios de ser casado...."



17) As cinco graças

Filme turco de 2015 da diretora Deniz Gamze Erguven: O filme abre campo para uma série de reflexões, que passam desde o machismo ímpar da sociedade turca até os horrores da fábrica de casamentos típica da região. Também mostra como a transição da infância para a adolescência pode ser dolorosa. A diretora Deniz Gamze Ergüven merece os louros por saber mesclar muito bem o drama com pequenas fugas da realidade – breves namoros, escapadas- e também por tirar o máximo de cada uma das jovens atrizes.



18) Wadjda

Filme de 2012, produzido na Arábia Saudita, expressa um grito feminista de liberdade. "O Sonho de Wadjda, em portugês, ou somente Wadjda - nome original da obra - é um longa da diretora saudita Haifaa al-Mansour, que conta a história de uma menina islâmica de 11 anos, vivendo na cidade de Ryiadh, que se inscreve num concurso de recitação do Alcorão em sua escola, na expectativa de ganhar um prêmio em dinheiro para realizar seu sonho de comprar uma bicicleta. Porém, culturalmente, na Arábia Saudita, as meninas não podem andar de bicicleta, pois, conforme mostrado pelo filme, há a crença de que essa prática romperia seu o hímen. A diretora retrata de forma bela e bem humorada a ótica de Wadjda sobre as imposições sofridas em sua cultura. Na sua vivência do cotidiano, o pesar por não poder se vestir como gostaria, e a ansiedade causada pela relação desigual entre seus pais, onde sua mãe, até então, não havia dado um filho homem ao pai, e sofre com o fato de que o marido possa vir a ter outra esposa, já que na Arábia Saudita é permitida a poligamia por parte dos homens. Outra questão polêmica levantada sutilmente pela diretora, é a do casamento infantil - uma das personagens, colega de sala de Wadjda, tem apenas 13 anos e acaba de se casar. Em função do dote que é pago a família da noiva, é muito comum o casamento realizado entre meninas antes mesmo da puberdade e homens adultos".


Crédito: Coletivo Resistência - acesse o site aqui!


Sentiu falta de algum filme ou documentário? Comente aqui em baixo! ;)

75 visualizações0 comentário