• Fernanda Garcia

Filas de espera e atraso nos salários: Fernanda Garcia questiona prefeitura sobre caos na UPH Oeste

Vereadora apresentou ofício à Secretaria Municipal de Saúde, questionando qual providência será tomada sobre a gestão terceirizada do Unidade Pré-Hospitalar


Caos na UPH da Zona Oeste. Essa é a situação relatada por diversos munícipes e trabalhadores da unidade, de acordo com a vereadora Fernanda Garcia (PSOL). Além das longas filas de espera denunciadas nas redes sociais pelos cidadãos, a vereadora Fernanda também está questionando a prefeitura sobre a informação de que o salário dos trabalhadores está atrasando, por parte da gestão terceirizada. Para apurar essas informações e cobrar uma providência, a vereadora protocolou um ofício, direcionado à Secretaria Municipal de Saúde (SES).

Fernanda Garcia ressalta a gravidade desses problemas de gestão na unidade, sobretudo em momento de pandemia. “É inadmissível que uma unidade divulgada para a população como referência para atendimento de Covid-19, exponha as pessoas ainda mais ao risco de infecção – com essas longas filas de espera - e que também desrespeite os trabalhadores da saúde, que estão na linha de frente ao combate à pandemia, descumprindo a obrigação mais básica: o pagamento dos salários. Isso é um crime contra a saúde pública e contra as pessoas”, denuncia. Fernanda exige uma posição por parte da administração municipal e lembra que o atual prefeito é corresponsável pela situação, por ter atuado no Poder Legislativo em favor da terceirização. “A UPH Oeste e Norte foram terceirizadas no governo Crespo com o apoio do ex-vereador Rodrigo Manga. Em 2017, ano em que aconteceu a terceirização, eu apresentei o projeto de lei Nº 325, que impedia a prática da terceirização nas unidades de saúde municipais existentes em Sorocaba. Ele não só votou contra, como se posicionou contrário e mobilizou outros votos contra o projeto. O resultado é esse contrato absurdo firmado com o Instituto Diretrizes, que encareceu o custo nas UPHs, não resolveu a demora no atendimento e ainda por cima está retirando direitos dos trabalhadores. Se não bastasse isso, o Diretrizes é alvo de investigação e também já motivou a abertura de uma CPI, que apurou inúmeras irregularidades”, relembra a vereadora. Fernanda também ressalta que a última prestação de contas feita pelo Instituto Diretrizes, disponível no Portal da Transparência, é referente ao ano de 2019 - o que ela considera uma “falta de informação e respeito ao interesse público”. Além desses problemas, Fernanda também apura a prática de quarteirização pela empresa e estuda ações junto a outros órgãos. “Essa situação só nos mostra o quanto a terceirização tem se mostrado um grande negócio, que se aproveita do sofrimento do povo para gerar lucro para algumas pessoas. Além de questionar a prefeitura, vamos ampliar essa conversa com outros setores para estudar novas medidas de fiscalização e responsabilização dos administradores”, revela.

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