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Fernanda Garcia participa de reunião na Secretaria de Habitação com moradores do Jardim Botucatu

Moradores do bairro são contrários à construção de um empreendimento do projeto “Casa Nova Sorocaba”, pela falta de estrutura pública para atender a demanda de novos moradores



Na tarde desta quarta-feira (20), aconteceu uma reunião para apresentar um novo empreendimento do programa “Casa Nova Sorocaba”. Os moradores do Jardim Botucatu e arredores foram convocados pela prefeitura para participar do debate, considerando que o empreendimento vai gerar impacto drástico na vizinhança. O debate foi realizado na sede da secretaria responsável e contou com a presença da vereadora Fernanda Garcia (PSOL), após solicitação dos munícipes.


A reunião, convocada pela Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (SEHAB), através do secretário Thiago da Guia, foi mal vista pelos moradores pela falta de informações do projeto. “Esse é o modo de operação do governo Manga. Ao invés de criar os projetos em parceria com a população, eles chamam apenas para informar. É uma condução ruim, pois tenta impor projetos sem uma discussão ampla. Ele usa o projeto habitacional mais como uma peça de marketing do que um programa social”, disse Fernanda que completou falando a respeito da condução de Da Guia. “Além disso, acho antiético que um secretário investigado em um caso tão sério continue a conduzir a pasta normalmente, este senhor deveria se afastar, por respeito à população”.


Fernanda Garcia também manifestou apoio à indignação dos moradores sobre a falta de estudos de impacto que o empreendimento geraria na região. “Em apenas uma conversa com os moradores já é possível notar a impossibilidade. No bairro não há uma unidade de saúde ou um pronto socorro, não há creches e o transporte público não é adequado à quantidade de moradores , ou seja, a construção de um empreendimento do tamanho do prometido só agrava ainda mais essas questões”, argumentou a vereadora.


De acordo com a parlamentar, a população presente iniciou um abaixo-assinado contra o projeto. “A população tem o direito de discutir para onde a cidade vai crescer. Um novo empreendimento habitacional requer fornecimento de transporte, educação, saúde, segurança e lazer. É fundamental que políticas habitacionais sejam implementadas em espaços com estrutura e também haja atenção ao adensamento. Tudo isso não está sendo levado em consideração e a população não está sendo ouvida”, finalizou.

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