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Descaso na saúde mental: Fernanda Garcia questiona Prefeitura por falta de medicamentos


A pandemia tem agravado o quadro de problemas psicológicos da população no mundo inteiro. Em meio a essa crise da saúde mental, a cidade de Sorocaba passa por uma grave situação: além das inúmeras paralisações dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) por falta de pagamento dos funcionários, os pacientes estão relatando a falta de medicamentos psicotrópicos. Após receber a denúncia de diversos usuários, a vereadora Fernanda Garcia (PSOL) apresentou um requerimento à Prefeitura, aprovado na sessão ordinária da Câmara Municipal nessa terça-feira (02/12), pedindo informações e reivindicando a volta do fornecimento dos medicamentos. Entre eles, estão psicotrópicos como Clomipramina, Depakote, Fenobarbital, Carbolite e o Lítio, que tem sofrido problemas de distribuição em todo o Brasil. "Estamos falando sobre remédios antidepressivos, contra convulsões, hiperatividade psicomotora, transtorno bipolar, entre outros. São medicamentos que muitas pessoas assistidas pelos CAPS necessitam. É uma irresponsabilidade permitir a falta deles", explica. Fernanda também aponta o que considera uma das causas da desestruturação dos CAPS: a terceirização. "Com a terceirização dos CAPS, a administração pública parece tentar se eximir da responsabilidade de desenvolver uma política permanente para a saúde mental. Os Centros de Atenção Psicossocial deveriam estar integrados a toda estrutura de saúde pública, sobretudo às UBSs e a Estratégia de Saúde da Família, com servidores públicos atendendo e acompanhando a população", avalia. Fernanda ainda classifica o fortalecimento dos CAPS como essencial para substituir e superar definitivamente o histórico de hospitalização da saúde mental. "Foi uma vitória imensa a desinstitucionalização. Uma vitória da humanidade contra a barbárie! O fim da política manicomial aumentou a demanda dos CAPS, por isso o Poder Público deveria ter se preparado para oferecer atendimento e assistência digna à população. O abandono e sucateamento dos CAPS traz uma dura rotina aos pacientes e também aos seus familiares", alerta.

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